A idéia de criar uma associação de escritórios de arquitetura partiu da iniciativa de alguns profissionais, que compreendiam a importância de uma entidade que representasse e defendesse os interesses das empresas de arquitetura. A primeira reunião para discutir o nascimento da associação - realizada no Rio de Janeiro, no escritório do arquiteto Maurício Roberto que, ao lado do arquiteto Alberto Botti, de São Paulo, liderou o grupo inicial - constitui a AsBEA, Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura, em 18 de junho de 1973.
Alberto Botti, o primeiro presidente da AsBEA, lembra dos desafios iniciais para aglutinar os arquitetos em torno da proposta: "Viajávamos para vários estados a fim de convencer, num trabalho de corpo a corpo, outros arquitetos da necessidade da entidade". Nos anos oitenta, uma vez sedimentados os princípios, a AsBEA abriu novos caminhos, ampliando a atuação para outras localidades, fora do eixo Rio-São Paulo.
Com o tempo, a AsBEA foi conquistando espaço na sociedade civil, junto aos órgãos públicos e entidades do setor da construção civil, por meio de debates sobre temas relevantes, como a poluição visual urbana, os planos diretores e a preservação do patrimônio histórico, entre outros. Atuando em várias frentes institucionais, colaborou para transformar o então Sindicato Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva (Sinaenco) em Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco).
A partir dos anos noventa, uma alteração nos estatutos permitiu à AsBEA incluir no organograma a vice-presidência executiva e a diretoria que, servindo de apoio ao presidente, acabaram por ampliar a representatividade no desenvolvimento de planos de ações e nas parcerias com entidades como Secovi, Sinduscon e outras associações nas diversas áreas de projeto e execução de obras.
Por iniciativa do arquiteto Edison Musa, que presidiu a AsBEA de 1992 a 2000, foi criado o Programa de Integração com a Indústria. O programa reposicionou a entidade junto às empresas de diferentes setores do construbusiness. Hoje, noventa indústrias participam dessa iniciativa, que inclui uma série de atividades que servem para aprimorar e encontrar soluções conjuntas para a construção civil.
Ações como debates, palestras, seminários, publicações e manuais produzidos pela AsBEA têm estimulado o desenvolvimento e a afirmação profissional dos associados. Viagens anuais de pesquisa arquitetônica, encontros e happy hours reafirmam a integração entre os associados, a indústria e as construtoras. O Informativo AsBEA tem hoje tiragem mensal de vinte mil exemplares.
Com mais de trezentos escritórios de arquitetura cadastrados, a AsBEA parte, agora, para a efetiva nacionalização da entidade. Além da sede em São Paulo, a associação está representada no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, no Paraná e em Santa Catarina. Também conta com associados em outros estados como Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, locais que se encontram em processo de implantação das regionais.