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Uma das metas da AsBEA - Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura - para os próximos anos é alcançar um novo patamar. A modernidade é uma das palavras de ordem da diretoria, empossada para a gestão 2009-2012 e esse conceito já começou a ser traduzido de várias formas. Uma delas é com a criação da nova logomarca da entidade, apresentada durante a posse da diretoria presidida por Ronaldo Rezende, no último dia 28, em São Paulo.
A nova logomarca, criada pelo designer reconhecido internacionalmente, Rico Lins, e pronta para entrar em vigor no mês de outubro, traduz exatamente a inovação planejada pela AsBEA. A entidade fechou recentemente uma parceria com a APEX - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos -, para a exportação de projetos de arquitetos brasileiros para todas as partes do mundo. Além disso, a entidade também fechou outra importante parceria com o UNICEF para o projeto Plataforma dos Centros Urbanos. Estas novas alianças e projetos também agregaram valores e idéias para a criação da nova logomarca.
Confira abaixo uma entrevista com Rico Lins. O designer com grande experiência internacional é responsável pela criação de capas de revistas como Newsweek e Time, capas de livros e CDs, como os álbuns de Gilberto Gil e Miles Davis, e projetos desenvolvidos para o cinema e a televisão. Além disso, Rico trabalhou na França e nos Estados Unidos, países em que ganhou grande reconhecimento.
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AsBEA - Como foi seu primeiro contato com a AsBEA para a criação da nova logomarca?
Rico - A primeira idéia veio com a questão da mudança de patamar a qual a AsBEA tem objetivo, à luz desse processo de internacionalização da arquitetura em parceria com a APEX. A partir daí, foi constatada a necessidade de uma transformação.
AsBEA - Como se iniciou o processo de criação?
Rico - Sabia que a AsBEA tinha uma marca consolidada, feita por membros da entidade. Essa nova logomarca não seria um simples redesenho. Teríamos de trabalhar em uma mudança ótica e de abordagem, que seria também uma ferramenta de comunicação. E essa logomarca teria que ter fôlego para o que vier pela frente.
AsBEA - A AsBEA é uma entidade com regionais, cada um com sua particularidade. Como isso foi levado em conta no processo de criação?
Rico - Como a AsBEA tem escritórios de vários tipos e a necessidade de incluir uma gama de novos sócios, a marca tem que ter uma atitude mais inclusiva para mostrar aos novos associados. A marca não seria simplesmente uma solução visual, mas teria que traduzir tudo isso. A marca absorve diferentes formas de posicionamento e consequentemente estabeleceu um diálogo mais alinhado com a forma de tratar as questões de identificação.
AsBEA - A nova logomarca possui algumas variantes. Por que esse conceito?
Rico - Uma marca já não se faz de um logo fechado. Tem animação, áudio. A AsBEA precisava de uma marca que passasse a idéia de mais atitude e o fato da logo não ter um jeito só de se comportar traduz isso. Ela tem vários exemplos contemporâneos. Se comunicar não precisa ser somente de uma maneira.
AsBEA - Em algum momento, você teve receio de que a mudança não fosse bem aceita pelos membros da entidade?
Rico - Sempre há esse receio se a marca for vista somente por um ponto de vista tradicional. Mas o logo foi apresentado para pessoas que estão alinhadas com a mudança.